Os dez capítulos
Capítulo por capítulo, com ilustrações e caminhos práticos
Cada capítulo traz o essencial do guia: o que está em jogo, o que fazer e o que conversar em família. Baixe o PDF completo em qualquer ponto da leitura.
Capítulo 01
O desejo de ser família
A conversa começa antes da chegada da criança.
Ter um projeto parental comum não significa concordar em tudo: significa saber negociar expectativas, responsabilidades e limites. O capítulo abre com cinco conversas essenciais — por que queremos filhos e por que agora; como dividiremos noites, consultas, escola e carga mental; que valores queremos ensinar e que padrões das nossas famílias queremos mudar; como lidaremos com dinheiro, trabalho, licença, moradia e descanso; e quem poderá apoiar sem invadir decisões parentais.
A parentalidade pode ampliar vínculos e propósito, mas não carrega a obrigação de salvar o relacionamento. Nenhuma criança existe para completar adultos. E o sinal de maturidade é justamente conseguir dizer “não sei”, rever uma decisão e pedir apoio, em vez de tentar parecer uma família perfeita.
Comprar o guia completo · R$ 17,90
Capítulo 02
Caminhos para a parentalidade
Adoção, reprodução assistida, filhos de relações anteriores e vínculo socioafetivo.
No Brasil cada trajetória tem exigências afetivas, financeiras, médicas e jurídicas próprias. A adoção é um processo judicial centrado no melhor interesse da criança, com preparação, documentos, avaliação e habilitação. A reprodução assistida pode usar gametas próprios ou doados, e a Resolução CFM nº 2.320/2022 admite pessoas capazes e prevê gestação compartilhada em união homoafetiva feminina.
Filhos de relações anteriores pedem diálogo sobre coparentalidade, rotina, autoridade e segurança emocional; a parentalidade socioafetiva pode reconhecer juridicamente vínculos construídos pelo cuidado. O CNJ orienta que o registro de nascimento inclua os ascendentes sem distinção entre linhagens paterna e materna. Antes de começar, converse com serviço de adoção, clínica habilitada e profissional de Direito de Família.
Comprar o guia completo · R$ 17,90
Capítulo 03
Cuidar do casal durante a mudança
A chegada de uma criança reorganiza sono, intimidade, finanças e identidade.
Em casais LGBT+ há ainda o peso de explicar a família a terceiros ou enfrentar preconceito, por isso a conexão não pode depender apenas do tempo que sobra. O capítulo propõe um ritual semanal de vinte minutos com cinco perguntas: o que funcionou, onde me senti sozinho, do que preciso nos próximos sete dias, o que agradeço em você e qual pequena alegria podemos planejar.
Divisão justa não é sempre 50/50 — ela varia conforme saúde, trabalho e fase da criança, e precisa ser visível, negociada e revisável, incluindo o que ninguém vê: agendar consultas, comprar roupas, responder à escola, lembrar vacinas, planejar refeições. Conflitos constantes, humilhações, medo, isolamento ou exaustão extrema pedem apoio profissional: segurança vem antes da aparência de harmonia.
Comprar o guia completo · R$ 17,90
Capítulo 04
Criar com afeto, limites e verdade
Educação respeitosa não significa ausência de limites.
Crianças precisam de regras simples, previsíveis e coerentes, explicadas conforme a idade. A sequência prática do capítulo tem quatro passos: conectar (abaixar-se, chamar pelo nome, reconhecer a emoção), dizer o limite com clareza, orientar mostrando uma alternativa possível e reparar o vínculo depois do conflito. O exemplo do livro: “Eu sei que você ficou com raiva. Não vou deixar você bater. Você pode apertar esta almofada, respirar comigo ou pedir um tempo.”
A história da família se conta com naturalidade, em palavras verdadeiras e simples, ganhando detalhes conforme a criança cresce. Origem, adoção e doação de gametas não devem se tornar segredo; informações sensíveis pedem conversa planejada, com respeito ao direito da criança de conhecer a própria história.
Comprar o guia completo · R$ 17,90
Capítulo 05
Avós, irmãos, tios e a família ampliada
Carinho não dá licença para desautorizar quem cuida.
A rede familiar oferece memória, pertencimento e ajuda concreta, e por isso precisa de acordos claros: nomes e formas de tratamento escolhidos pela família, regras de alimentação, sono, telas e disciplina combinadas, fotos publicadas só com autorização, dúvidas dirigidas aos adultos e nunca como interrogatório à criança. Preconceito disfarçado de piada também causa dano e precisa ser interrompido.
O livro oferece frases para os dois lados. Para os responsáveis: “Queremos vocês perto. Para essa convivência ser segura, precisamos que nossa família seja tratada com respeito, inclusive quando não estivermos presentes.” E lembra que irmãos precisam de espaço próprio: sem comparar vínculos biológicos, adotivos ou socioafetivos, com tempo individual e ciúmes acolhidos.
Comprar o guia completo · R$ 17,90
Capítulo 06
Escola: parceria, prevenção e resposta
Antes da matrícula, observe formulários, festas, livros e comunicação.
Uma escola acolhedora não precisa saber tudo, precisa estar disposta a aprender, proteger e agir. O capítulo lista as perguntas a fazer: como a instituição representa diferentes famílias, quem acolhe relatos de bullying, qual é o protocolo de registro e acompanhamento, se professores têm formação para intervir em apelidos e humilhações e como os responsáveis aparecem em formulários e reuniões.
Se o bullying acontecer, acolha sem culpar, registre datas, falas e mensagens, e acione a escola formalmente. A Lei nº 13.185/2015 criou o programa nacional de combate ao bullying, a Lei nº 13.663/2018 atribuiu às escolas a prevenção da violência e a cultura de paz, e a Lei nº 14.811/2024 reforçou a proteção e inseriu bullying e cyberbullying no Código Penal.
Comprar o guia completo · R$ 17,90
Capítulo 07
Amigos, vizinhança, festas e passeios
A vida social não precisa ser vivida em alerta permanente.
Antes de um passeio: conheça os adultos responsáveis, informe contatos de emergência, explique quem pode buscar a criança, combine com ela o que fazer se ouvir um comentário ofensivo — e nunca exija que ela explique ou defenda a família diante de adultos. Depois, pergunte de forma aberta: “Como você se sentiu?”
A criança pode escolher respostas curtas como “minha família é assim e eu gosto dela”, “existem muitos tipos de família”, “não quero conversar sobre isso agora” ou “vou chamar um adulto”. Ensinar respostas não transfere a ela a responsabilidade: interromper a discriminação continua sendo tarefa dos adultos. Construir comunidade — famílias aliadas, grupos de convivência, atividades culturais — evita que ela se sinta a única no mundo.
Comprar o guia completo · R$ 17,90
Capítulo 08
Quando o preconceito aparece
Nem toda pergunta é agressão, mas ninguém é obrigado a tolerar desrespeito.
O capítulo traz uma tabela de respostas por situação. Curiosidade respeitosa: “Nossa família tem duas mães/dois pais. Posso explicar de forma simples.” Pergunta invasiva: “Essa informação é privada e não diz respeito ao cuidado da criança.” Piada ou comentário: “Isso é preconceituoso. Não aceitamos esse tipo de fala.” Risco ou ameaça: saia do local, proteja a criança, registre o ocorrido e acione apoio.
Depois do episódio, diga claramente que a culpa não é da criança nem da família, nomeie o preconceito sem aumentar o medo, pergunte o que ela entendeu e do que precisa, e observe sono, humor, recusa escolar, dores frequentes e isolamento. A mensagem protetora do livro: “O problema está no preconceito, não na nossa família. Você não precisa enfrentar isso sozinho.”
Comprar o guia completo · R$ 17,90
Capítulo 09
Nosso plano familiar e o checklist da rede
Duas ferramentas para preencher juntos e revisar a cada seis meses.
O exercício “Nosso plano familiar” pede três valores principais, a divisão do cuidado, a rede de apoio, os limites com parentes, o contato principal na escola, como a família agirá diante de bullying e como ficam o tempo do casal e o descanso individual. Termina com uma pergunta final: o que queremos que esta criança sinta quando pensar em casa?
O checklist da rede acolhedora verifica dez pontos, entre eles: a criança sabe quem são seus adultos de confiança; os responsáveis conseguem pedir ajuda sem vergonha; avós e tios respeitam nomes, papéis e limites; existe plano para responder a bullying; a história de origem é tratada com verdade; e a criança tem privacidade, sem precisar representar todas as famílias LGBT+. Fecha com três próximos passos: nesta semana, neste mês, neste ano.
Comprar o guia completo · R$ 17,90
Capítulo 10
O cotidiano é onde a família acontece
Conclusão, aviso ao leitor e fontes oficiais.
Famílias LGBT+ não precisam provar que são extraordinárias: precisam do mesmo que qualquer família — direitos respeitados, tempo, recursos, apoio e liberdade para aprender. A felicidade possível não está em evitar todo conflito, mas em construir um lar onde a criança volte depois de um dia difícil e encontre adultos que escutam, protegem, reconhecem erros e permanecem presentes.
O guia encerra com as fontes recomendadas — Provimento CNJ nº 63/2017, Resolução CFM nº 2.320/2022, Leis nº 13.185/2015, 13.663/2018 e 14.811/2024, o programa Escola que Protege do MEC e o material de parentalidade da American Psychological Association — e com um aviso: o conteúdo é educativo e não substitui aconselhamento jurídico, médico, psicológico ou pedagógico individualizado.
Comprar o guia completo · R$ 17,90